3.1.09
PARABÉNS, DÉBORA!
Por ocasião do 59.º aniversário de Débora, no dia 2 de Janeiro de 2009, uma homenagem à Vida e à Arte da nossa estrela maior:
Por ocasião do 59.º aniversário de Débora, no dia 2 de Janeiro de 2009, uma homenagem à Vida e à Arte da nossa estrela maior:
Florinda é apaixonada por Pacífico (Roberto Bonfim), mas é constantemente assediada por Chuchu (Otávio Augusto)!

Chuchu beija Florinda, a "gata Flor", como ele a chama!

Pacífico finalmente abre os olhos para Florinda e pede-a em casamento!
Seja como for, Florinda é a delícia da novela!!!

Vejam estas homenagens a Débora:
no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=muK_-BIRo40
no outro Blog, com mais e inéditas fotografias:
http://artededebora.blogspot.com
Por ocasião do lançamento, em 2008, do DVD da minissérie "Anarquistas, Graças a Deus", Débora deu esta entrevista a Mirelle de França, para "O Globo":
Qual a importância da série ‘Anarquistas, Graças a Deus’ para sua carreira?
DÉBORA: Uma importância enorme. Foi o personagem que mais me deu trabalho para conseguir entrar nele. E acabou virando um caso de paixão. Para mim, foi um personagem doador, que doou muito para a minha vida. Ela era uma mulher companheira, forte. Um dos maiores e melhores trabalhos que já fiz.
Você chegou a conversar com Zélia Gattai (autora do livro autobiográfico "Anarquistas, Graças a Deus", que deu origem à minissérie, morta em Maio passado) para ajudar a compor seu personagem?
DÉBORA: Não. Mas depois tive uma surpresa muito boa. Ela me ligou para agradecer por ter trazido a mãe dela de volta. Disse que, quando ficou sabendo da série, ficou feliz por eu ter sido a atriz escalada para fazer sua mãe, que gostava do meu trabalho, mas que já imaginava que o personagem não seria idêntico a ela. E, no entanto, a Zélia falou que a personagem tinha até cacoetes da mãe, que parecia muito com ela. Meu maior presente foi ela ter visto e gostado.
Lembra de alguma curiosidade da época das gravações?
DÉBORA: As gravações eram maravilhosas. Foi uma série de altíssima qualidade, com a ótima direção do Walter Avancini. E a parceria com o Ney (Ney Latorraca, que interpretou Ernesto Gattai) foi muito prazerosa, foi ótimo trabalhar com ele na série.
Como foi aprender a falar italiano e aprender também um pouco sobre a cultura daquela época?
DÉBORA: Aprendemos muito. Já que em cada região da Itália as pessoas falam de um jeito, estudamos o sotaque de Veneto, que é a referente à história. Mas não foi tão difícil, se a pessoa tem um "ouvido musical" e consegue pegar a musicalidade do dialeto, acompanha facilmente o sotaque.
Como é, hoje, poder rever uma obra tão importante da TV brasileira?
DÉBORA: Felicidade. Tenho muita alegria. É muito bom rever um trabalho que você gostou de fazer. E é muito bom ver as pessoas terem acesso à série hoje em dia.
É mesmo um privilégio ter acesso a essa jóia da teledramaturgia brasileira e a essa personagem absolutamente fascinante e antológica da carreira de Débora.
IMPERDÍVEL!


Quem reconhece Débora, loura, descendo as escadas, ao fundo?

Trata-se da personagem vivida por Débora na novela "O Pecado de Cada Um", da TV Tupi, transmitida entre 22 de Outubro de 1965 e 28 de Fevereiro de 1966, no horário das 19h.
Escrita e dirigida por Wanda Kosmo, a novela contava as divergências de dois irmãos (interpretados por Francisco Cuoco e Luiz Gustavo), no seio de uma família tradicional.

Como todos sabem, Débora quase nasceu no meio da Televisão, com a própria Televisão: levada por seus pais, os grandes Marisa Sanches e Lima Duarte, que, na época, desbravavam o mundo da teledramaturgia brasileira na recém-nascida TV Tupi, cresceu e aprendeu a falar, a respirar e a ser por entre cenários e figurinos e sonhos…
Débora Susan Duke nasceu no dia 2 de Janeiro de 1950, em São Paulo.
Muito pequena, com cinco, seis anos, foi "roubada"para a cena e nunca mais parou, tornando-se a atriz com maior número de personagens vividas na telinha até hoje. Em Televisão, ela é, pois, peixe na água, rainha absoluta no seu reino, mas é mais do que isso. Débora, que não aprendeu a representar em escola nenhuma, a não ser a do trabalho, é, ela própria, uma Escola: o seu discurso artístico é novo e é único.
Com uma técnica viva e uma emoção arrebatadora, que prende e carrega e instiga, ela disse a que veio há muito tempo e os palcos da Arte exigiram que ficasse. O seu gênio foi sempre e continua sendo abraçado por uma crítica extraordinária e, coisa rara, unânime!
Ora, esta criatura e criadora da Televisão estreou-se no Teatro aos 16 anos, já praticamente veterana na arte da representação, e também nunca mais parou de maravilhar nesse veículo.
No Cinema, as suas aparições foram raras, mas ainda há tempo! A sua estreia aconteceria em França, aos 20 anos, onde foi chamada para protagonizar o filme "Céleste", a história de uma portuguesa fugida da PIDE, a polícia política do regime ditatorial português. Os franceses apaixonaram-se, então, por ela, e insistiram, e imploraram para que ficasse e aí prosseguisse a sua carreira, dar-lhe-iam tudo, fariam dela uma estrela internacional!, mas ela ficou feliz e isso bastou-lhe. Voltou para o Brasil.


Maria do Socorro, grande personagem de Débora em "Terra Nostra" (1999), foi o ponto de partida de três paixões, de cujo encontro nasceu uma amizade e este Blog…
Esta magnífica e inesquecível interpretação de Débora valeu-lhe mais um Prêmio de Melhor Atriz do ano, atribuído pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), em 2000.
Maria do Socorro encantou-nos…
Muitos outros encantamentos vieram e virão!
Sempre…
Carolina, Priscila e Raíssa
Aqui está uma foto de Débora, para todos os seus fãs, tirada no dia 1 de Outubro, durante as gravações da novela!

Esperemos que gostem!!!